01/02/2008

Metáfora esportiva


Seguir uma maneira de se vestir, falar, agir e até mesmo pensar. Alguns poderiam dizer que se trata de uma uniformização dos rebanhos outros que é uma maneira de não se achar solitário nessa sociedade tão renovada e desigual (sem nostalgia). Mas isso não vem ao caso (que se dane o que os outros acham).
[metáfora esportiva] cada qual com seu time disputando um campeonato com seu próprio uniforme, hino, grito de guerra...Daí você se pergunta, se cada um tem as suas individualidades porque o campo e a bola são compartilhados por todos? É mais ou menos assim que funciona na real. Um jogo, uma bola e dois times, um planeta, uma vida e bilhões de pessoas. Para o jogo existem as regras, para a vida o bom senso. Porém toda essa formatação previa não nos impede de nos destacar, fazer uma jogada incrível e marcar um golaço. Afinal somos individuais e não estamos colados.[/fim da metáfora esportiva]
Qual a sua tribo, bando time, grupo, em qual mundo você se encaixa? Qual onda você vai seguir?

Minha querida Clarice


“Tudo o que me caracteriza é o modo como sou mais facilmente visível aos outros e como termino sendo superficialmente reconhecível por mim.”(Clarice Lispector)
Clarice Lispector…que linda!! =D Recentemente li um “livro de Clarice” chamado “Minhas Queridas”. É uma reunião de cartas da autora direcionadas às suas irmãs Elisa e Tânia, datadas de um período de “distanciamento físico” entre Clarice e as irmãs, por conta de suas viagens pelo mundo junto ao marido diplomata Maury Gurgel.Em “Minhas Queridas”, podemos acompanhar a trajetória da Clarice mulher; suas experiências de vida, seus mais variados gostos, suas opiniões diretas, etc.
Para os leitores da eterna Clarice Lispector, vale à pena conferir “Minhas Queridas” e ficar umpouco mais próximos da realidade desta figura maravilhosa e trancendental que é a Clarice. Bom divertimento.
Cassie.
“Clarice veio de um mistério, partiu para outro.Ficamos sem saber a essência do mistério.Ou o mistério.Ou o mistério não era essencial,era Clarice viajando nele.”(Carlos Drummond de Andrade)